quarta-feira, 25 de julho de 2012

As razões para a saúde estar numa situação precária

Fique tranquilo. Não vou relacionar todas as razões para que a saúde no Brasil esteja numa situação tão precária; ainda que os governos Federal, Estadual e Municipal divulguem estarem aplicando significativos recursos nessa área…

E até cogitem a volta do “imposto sobre o cheque” como a “única solução para melhorarmos a saúde neste país”.

Nada disso! O que precisamos (além de menor quantidade e peso dos impostos e contribuições que sufocam a todos) é de GESTÃO.

FALTA GESTÃO NO GOVERNO, também na área da saúde!

Como o uso do cachimbo deixa a boca torta, segundo o ditado popular, os hospitais e clínicas particulares, ainda que não atendam pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) agem de forma muito próxima a adotada pelos hospitais e clínicas do setor público. São igualmente incompetentes e igualmente inconsequentes…

Felizmente a saúde da maioria dos brasileiros é boa. Fosse o contrário e teríamos uma sociedade paralisada pela ausência dos trabalhadores motivados por doença ou por morte.

Sim. Por morte! Você já se atreveu a ficar doente e precisar de um atendimento de emergência em um Hospital Privado, credenciado pelo seu caro plano de saúde? Experimente e constate as condições desumanas que são apresentadas nesses locais:

  • grande quantidade de pessoas, que vão se acumulando pela falta de atendimento num tempo adequado (vi um cartaz onde era explicado que “sua espera pode salvar vidas”. E essa espera, estava lá marcado, podia ser de até 240 minutos)
  • esses locais são mal ventilados e ficam quase sempre fechados; com pessoas tossindo e espirrando o tempo todo. E você ali, que só pretendia passar pelo médico para avaliar um determinado sintoma que surgiu de repente, partilhando o mesmo ar viciado e, possivelmente, empesteado
  • os atendentes trabalham sob uma enorme pressão das pessoas que “têm certeza” de que seu motivo é o mais prioritário de todos. E ficam cobrando, mal humoradas, junto aos atendentes, que nada podem fazer (e ficam o tempo todo, durante todos os dias, nesse ambiente doentio)
  • na sala dos médicos a situação não melhora nem um pouco. São pequenas, fechadas, mal iluminadas e sem ventilação, além de ser possível perceber a falta de asseio e limpeza no ambiente e em todos os equipamentos usados pelos pacientes, indistintamente e sem qualquer assepsia

Passei por essa experiência. Nesta semana. Enquanto esperava, na ante sala do médico, observei o teto da pequena sala em que me encontrava (com pessoas sentadas em ambos os lados do corredor) que o teto estava com manchas de mofo em decorrência de umidade (vinda sabe-se lá de onde). Veja a foto:

Podemos concluir que as pessoas ao irem às clínicas e hospitais, ainda que particulares, correm sério risco de contraírem doenças.

Portanto, além da gestão pública na questão de um programa de aquisição de medicamentos e equipamentos, adequados à realidade, e não apenas seguindo ditames da Lei de Licitações, que tem causado gravíssimas consequências de abastecimento ou de corrupção, há uma questão de Gestão de Qualidade a ser aplicada em toda a área.

É preciso mudar o sistema atual. Se não iremos, todos, morrer aos poucos pelas doenças que não pudermos tratar nos hospitais públicos (falta de medicamento e equipamento ou material humano) ou pelas doenças que lá contrairmos…

domingo, 8 de julho de 2012

Documento final da Rio+20 defende o extermínio da raça humana


Já se passaram alguns dias e, pelo jeito, ninguém levou muito a sério a recomendação apresentada nesse documento. O de extinguir a raça humana para salvação do planeta!

Ainda bem! Temos mais uma chance de - juntos - encontrarmos os meios de sobrevivermos às catástrofes que geramos. Mais ainda: juntos poderemos encontra a forma de vida mais adequada para que tudo ocorra em perfeito e harmonioso equilíbrio.

Claro que temos de encontrar soluções práticas para a tal da "sustentabilidade" que, atualmente, não passa de um slogan apresentado pelas grandes corporações como "suas políticas" para forçar às demais a sacrificarem seus ganhos adotando as caras soluções vendidas pelas próprias corporações.

E que de nada adiantam para o ambiente e para a vida!

Quem tiver alguma ideia sobre o quê fazer para proporcionar sustentabilidade pode nos enviar. colecionaremos e daremos a necessária divulgação para que haja alguma aplicação das mesmas. Vamos replicar os êxitos alcançados.

O documento citado está no seguinte endereço: Documento final da Rio+20 defende o extermínio da raça humana

sábado, 16 de junho de 2012

Melhorando o cheiro do lixo das cidades

Uma boa notícia para o meio ambiente!

O jornal “O Estado de São Paulo” traz a matéria sobre a instalação de “estação de lixo sem cheiro”, inaugurada nesta semana, e que conta com tecnologia para processar o lixo sem odor ou ruído, principalmente.

A Usina tem capacidade para processar “550 viagens de caminhões do lixo produzido por cerca de 7 milhões de pessoas”.

Em semana de Rio +20 é uma notícia fantástica para todos os habitantes da cidade de São Paulo e de todas as demais cidades…

São investimentos dessa natureza que irão beneficiar todas as pessoas, diminuindo focos de doenças e melhorando as condições do ambiente!

domingo, 20 de maio de 2012

A falta de inteligência na área da agricultura (também…)

Há discussões que se transformam em verdadeira “Paixão Nacional”.

É assim que vejo, já há algum tempo, a questão da soja transgênica adotada por grande parte dos produtores brasileiros.

Sempre que fazia meus comentários, criticando essa “inovação” tecnológica recebia, como resposta, que usando esse tipo de semente o custo de produção iria cair – no custo direto do plantio e manutenção – e os ganhos iriam aumentar, por conta da maior produtividade prometida pelos técnicos que trabalhavam para a multinacional.

Com relação aos possíveis riscos de saúde – causados por um produto (soja) resistente ao herbicida, cujos efeitos aos que dele se alimentam podem ser inúmeros – a resposta era que já haviam muitas sementes transgênicas “e não seria esta que faria qualquer mal às pessoas…”

Vários jornais trazem, neste final de semana, uma opinião do Sr. César Borges de Souza,  presidente da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados, na matéria: “Mitos Transgênicos”, trazendo informações sobre os diferenciais entre os custos de produção com as sementes transgênicas e as da chamada “soja livre”.

Os produtores não terem percebido essa elevação no custo ao longo de alguns anos de uso é bastante estranho. Afinal, os produtores são reconhecidamente pessoas bastante cuidadosas na hora de fazer suas mudanças.

O que mais é estranho que – na época – NENHUM ÓRGÃO GOVERNAMENTAL – fez qualquer avaliação mais criteriosa sobre esse tema. Somente um Governador levantou-se contra a “novidade” que estava sendo imposta…Foi vencido pelas inevitáveis (e estranhas) circunstâncias que envolvem casos dessa natureza.

Infelizmente a agricultura brasileira carece de uma política inteligente, que pudesse orientar com maior cuidado os produtores, inclusive fazendo as sugestões para o equilíbrio das safras, sem causar desvalorização dos preços de venda do produto.

Os governos que têm passado, em todas as esferas: federal, estadual e municipal, são em sua grande maioria: omissos, incompetentes ou simplesmente desonestos…

Que pena!

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E tudo isso sem falar dos seguintes problemas causados por esse tipo de cultura de plantio de soja em grande extensão para “ajudar o país na exportação”, causando:

a) desertificação das áreas, pela massiva quantidade de adubos químicos colocados no solo durante muitos e muitos anos seguidos (basta observar o estado do Rio Grande do Sul, que vem  transformando grande parte de suas áreas em plantio em grandes desertos);

b) a enorme quantidade de água necessária para a produção do soja, que é exportado. Normalmente os grandes importadores estão na Europa, onde o grave estresse hídrico já é uma realidade;

c) promovendo o desenfreado desmatamento, tanto nas áreas do cerrado como das florestas da Amazônia. Infelizmente. no Sul e no Sudeste já não dá mais para falar, sequer, em preservação ambiental…

d) na gravíssima situação criada, graças a um erro tributário, que faz com que o Brasil tenha se transformado num dos “maiores exportadores de emprego” do mundo.

MIDWAY - a film by Chris Jordan | Um divisor de nossa espécie!

Clique aqui e assista ao vídeo: MIDWAY - a film by Chris Jordan

É triste perceber o dano que provocamos com a nossa omissão. Ela é ainda maior se considerarmos que nossa condição de sermos o único ser pensante na Terra!

Será que, realmente, somos seres pensantes? Ou apenas pessoas arrogantes?

Em que lado você está?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Burocracia e alto custo impedem cidades de cumprir lei que exige o fim dos lixões

Burocracia e alto custo impedem cidades de cumprir lei que exige o fim dos lixões:


É uma pena que tenhamos de conviver com leis estranhas que espantam os projetos sérios e só sirvam para atrair "aves de rapina".

Grande parte disso que vem acontecendo é de nossa responsabilidade!

Afinal alardeamos aos quatro cantos que vivemos numa democracia e num estado de direito! E não sabemos cuidar dessa preciosidade que é a liberdade e o direito de avaliarmos as ações públicas com a devida transparência...

Estamos nos aproximando de, novamente, escolhermos aqueles que serão os Prefeitos de nossas cidades. Será que cada um de nós tem alguma noção sobre a grande responsabilidade que temos em "decidir" quem será o administrador de nossa cidade?

Além do Prefeito é necessário que tenhamos uma Câmara de Vereadores formada por pessoas íntegras e com o conhecimento mínimo necessário para cuidar de coisas que parecem simples; que se transformam de extrema complexidade quando estamos atuando numa administração pública.

Faça valer seu direito. Cobre de seus vereadores uma posição clara de transparência e eficácia na gestão. Precisamos deixar algum legado aos nossos filhos...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não deixe isso morrer…

Repassando!

ESTA MÚSICA É DA DÉCADA DE 1970, ANIMOU MUITOS BAILES, MAS CREIO QUE QUASE NINGUÉM ENTENDIA O QUE  HURRICANE SMITH ESTAVA CANTANDO.

AGORA SE VÊ QUE ELE, HÁ QUASE 40 ANOS, JÁ ESTAVA PREVENDO O QUE IRIAM FAZER COM O MUNDO.

ASSISTA AO VÍDEO, VEJA A LETRA DA MÚSICA E OUÇA A MELODIA MARAVILHOSA NA VOZ ROUCA DE HURRICANE SMITH!

VAMOS FAZER COM QUE ESSA MENSAGEM CORRA O MUNDO!

ISSO MESMO, QUEM SABE ASSIM NÓS CONSEGUIREMOS RETARDAR UM POUCO ESSE FIM!

sábado, 17 de março de 2012

Desastre anunciado há quase 30 anos - Três Passos vive 'operação de guerra'

Três Passos vive 'operação de guerra'
Há quase 30 anos venho dizendo, repetidamente e sempre que tenho oportunidade, de dizer que:

"O primeiro deserto brasileiro será no Rio Grande do Sul"

Apesar de haver terras extremamente áridas no Nordeste brasileiro sabe-se que sob o solo da região há um enorme aquífero que poderia ser melhor estudado para uso e riqueza da região. Isso não acontece por ignorância e/ou interesse dos políticos e por aqueles que detém o poder de vida e morte, há muitos anos...

O Prefeito de Três Passos declara estar numa "operação de guerra" que fará com que o "município, em função da despesa de mais de R$ 500 mil mensais que tem para levar água, todos os dias, para 350 famílias da zona rural".

Desastre anunciado...

Arrogância, ganância e ignorância cristalizadas no poder político do Estado só podia gerar isso. Como a população nasceu nas mesmas bases dessa ignorância não era possível partir delas qualquer ato que mitigasse as mazelas geradas pelos governantes inconsequentes.

Afinal, o Estado gerava riquezas constantes (veja matéria sobre esse tema em Seca derruba safra e PIB gaúchos), e era suficiente para deixar todos acomodados com os danos causados ao ambiente.


Vi muitas empresas enriquecerem e empobrecerem. A riqueza financeira momentânea não é suficiente para cobrir a miséria econômica. Nunca devemos permitir que o lucro de caixa seja o único objetivo a ser alcançado. Sustentabilidade tem a ver com continuidade e lucro econômico...

Infelizmente poucos empresários (e governantes) sabem distinguir a diferença.

"Ih cara... foi mal hem..."

Descuido ou desrespeito ao meio ambiente? Chevron será multada por segundo vazamento de petróleo no Brasil:

Parece coisa de grande parte dos jovens de hoje... Inconsequentes, despreparados, arrogantes e, claro, totalmente irresponsáveis.

A atitude da empresa americana, bem como de algumas de nossas "autoridades" mostra que teremos poucas chances em melhorar (ou pelo menos mantermos inalteradas) a situação ambiental.

A busca incessante por riqueza financeira (economicamente geramos miséria) e sucesso a qualquer preço tem cegado executivos e as pessoas que estão em altos postos das empresas públicas e do próprio governo.

A divulgação de que a Chevron esta "enfrentando uma multa de quase R$ 200 milhões pelo vazamento de novembro de 2011 e deverá ter uma nova multa" em nada melhora a situação. Sobre isso temos as seguintes dúvidas:

  • Qual a base para a aplicação da multa?
  • Das multas semelhantes, aplicadas nos últimos anos, quanto foi efetivamente recebido?
  • Qual o destino dos recursos dessas multas?
  • Se a Chevron, que causou o dano ambiental ao final de 2011 e recebeu, por isso uma multa, e continuou a fazer o mesmo trabalho quem é o responsável? É um prazo muito curto para que houvesse a condição do pagamento da multa imposta e, principalmente, a observação de dispositivos de segurança implementados, na realização de operação assemelhada.
  • Quantas empresas estão em situação semelhante? Colocando em risco o ambiente e a vida?
Será que o responsável pela autorização governamental para a continuação desse desastre anunciado também vai dizer: "Ih cara... foi mal hem..."

Até onde iremos aguentar esse descaso, essa irresponsabilidade, arrogância e inconsequência?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Oceanos não resistirão a “mais do mesmo”

Oceanos não resistirão a “mais do mesmo”

Apesar dos seguidos alertas há uma "calmaria" das pessoas, das empresas e dos governos, em geral.

É como se esses alertas estivessem passando numa tela de cinema, num filme de ficção. Ou numa novela e que os resultados podem ser mudados quando, e se, "mudarmos de canal, ou trocarmos o filme".

Se tudo for resultado de alienação das pessoas parece justo que a maioria de nós venha a sucumbir em desastres naturais. Que parecem ocorrer, cada vez mais, em maior quantidade, diversidade e distribuição geográfica.

Vamos aguardar... Se vivermos, veremos.
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