sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Importância da Biodiversidade

Biodiversidade é de suma importância para limpeza dos rios

Ainda verei o dia em que a natureza será a mestra dos homens... novamente!

Tantos rios morrendo por falta de um mínimo de atenção. Tantos técnicos e profissionais (inclusive alguns pós doc), além da enorme quantidade de recursos financeiros colocados na recuperação das águas de rios e lagos.

Tudo para pouco ou nenhum resultado.

Um dia a natureza voltará a ser Mestra e, humildemente, iremos aprender que há formas mais eficazes para a recuperação dessas águas.

Espero que aceitem isso antes que seja tarde demais...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Monja Coen: Japão e kokoro, coração-mente-essência

 Cherry_Blossoms_And_Mount_Fuji,_Japan Recebi e repasso este texto da monja Coen Sensei, que nos fala do Japão e dos japoneses através de um olhar budista, treinado como eles para conhecer e manter contato com o que é essencial na vida.

kokoro3

Kokoro e Shin

JAPÃO
Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês:kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.  Educação para ser capaz  de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.
Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém.  Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.  As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as  filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica,  alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.
Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.  Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.  Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave.  Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.  Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.  Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. 
Sumimasen. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei.  Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.
As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de  resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas.  Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia  o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória,  nada é seguro neste mundo,  tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo  está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra.  O planeta tem seu próprio movimento e vida.  Estamos na superfície, na casquinha mais fina.  Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.  O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos.  E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.
Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas.  Todas eram e são pessoas de meu conhecimento.  Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência.  Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.
Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

quinta-feira, 31 de março de 2011

G20 investe mais em energias renováveis

(Para ler texto com a origem deste artigo clique => Ecopolitica)

Muito interessante essa informação, que revela os volumes dos investimentos realizados em 2010 pelos vários países e regiões nas fontes alternativas, limpas e renováveis de energia.

Quais são essas fontes?

Sem dúvida, a maior fonte de energia que o mundo dispõe encontra-se no Sol! Essa estrela mais próxima de nós é uma incrível usina de energia nuclear, que nos entrega continuamente em volumes extremamente elevados. Pena que não nos damos o menor trabalho em analisar sua aplicação para o Bem!

A segunda fonte é a água e a terceira o movimento dos ares. No caso das águas ainda não aprendemos a usar a energia gerada, por exemplo, com o movimento das marés. Sequer das ondas...

As outras fontes existentes dependem também de recursos, só que são danosas ao meio ambiente e, em sua maioria, não são renováveis e limpas. Claro que, depois do filme brasileiro que concorreu ao Oscar neste ano, o Lixo é uma fonte imensa para geração de energia e melhoria do meio ambiente...

A opção de continuidade dos investimentos nessa área, independente à crise financeira, é um ótimo sinal. Renovam-se as esperanças de que teremos num prazo adequado a substituição (ou adequação) das fontes 'sujas' de energia pelas fontes renováveis e limpas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cada um pode fazer sua contribuição

Abra o coracao

No artigo Está Chegando a Hora do Planeta é comentado sobre a importância em fazermos pequenas ações que resultem numa maior percepção de todos. A ação que está sendo proposta é a de apagarmos as luzes entre 20,30 e 21,30 horas neste próximo sábado (26/03/2011).

Só conseguiremos fazer um Planeta melhor, preservando a vida e a beleza, se soubermos cuidar mais dele.

Vamos nos encontrar num Planeta melhor, mais feliz e com vida?

Depende de você e de mim. Depende de cada um de nós!

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pegada Hídrica? O que é isso?

Pegada Hídrica incentiva o uso responsável da água

Metodologia criada pelo Prof. Arjen Hoekstra promove uso eficiente realçando a relação entre consumo diário e seus impactos ambientais.

Com o objetivo de avançar nas estratégias de conservação e gestão da água doce, uma parceria entre WWF-Brasil, Water Footprint Network, The Nature Conservancy e USP São Carlos traz ao Brasil o criador do conceito de Pegada Hídrica, Prof. Arjen Hoekstra. Ele cumpre agenda, por meio de cursos e palestras, com o objetivo de transmitir conhecimento técnico a representantes de instituições-chave que possam unir esforços para atrair o engajamento de governos, empresas, universidades, institutos de pesquisa, ONGs, entre outros, no sentido de implementar a metodologia de gestão eficiente e sustentável da água no País.

Segundo o professor Mario Mendiondo da USP-São Carlos, “os parceiros atuam na ampliação da capacidade do Brasil a partir de três pilares: sustentabilidade, inovação e empreendedorismo”. O primeiro busca promover o uso responsável da água, trazendo benefícios sociais, econômicos e ambientais. O segundo é retratado na própria metodologia da Pegada Hídrica como uma nova ferramenta de gestão de recursos hídricos. Por fim, “será preciso empreender mecanismos para minimizar a Pegada Hídrica até um patamar aceitável”, complementa Mendiondo.

“Embora o Brasil seja o país com a maior reserva hídrica do planeta, em muitas regiões já existe conflito pelo uso da água, o que demanda uma boa governança. Além disso, o crescimento da economia brasileira deve aumentar significativamente o uso da água nas diversas atividades produtivas”, explica Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil. Dessa forma, é preciso reduzir os riscos de escassez de água, promovendo o uso eficiente desse recurso natural, e até mesmo reduzir o risco de imagem negativa, que pode estar associado a uma empresa que não utiliza bem este recurso.

A Pegada Hídrica é uma ferramenta de gestão de recursos hídricos que indica o consumo de água doce com base em seus usos direto e indireto. O método permite que as iniciativas públicas e privadas, assim como a população em geral, entendam o quanto de água é necessário para a fabricação de produtos ao longo de toda a cadeia produtiva. Desta forma, os segmentos da sociedade podem quantificar a sua contribuição para os conflitos de uso da água e degradação ambiental nas bacias hidrográficas em todo o mundo.

Para Hoekstra, apesar de os governos terem papel fundamental na elaboração de leis que tornem a gestão eficiente da água uma obrigação, a população e as empresas também devem se envolver completamente. As companhias precisam entender como utilizar os recursos hídricos da melhor forma e devolvê-los limpos para a natureza. Já os consumidores devem se preocupar com a origem dos produtos que consomem e com os procedimentos adotados na produção.

A Pegada Hídrica pode ser Verde, quando a água da chuva evapora ou é incorporada em um produto durante a sua produção; Azul, que calcula as águas superficiais ou subterrâneas que evaporam ou são incorporadas em produtos, ou então devolvidas ao mar ou lançadas em outra bacia; e Cinza, que mede o volume de água necessário para diluir a poluição gerada durante o processo produtivo.

Ao analisar a Pegada Hídrica de um produto, é preciso levar em consideração as etapas do processo de fabricação e os locais por onde ele passou – desde a matéria-prima até o produto final. De acordo com o professor, “a Pegada Hídrica de uma área onde tem água em abundância é muito diferente da que está numa região mais seca”. Por isso, ele criou uma forma de distinguir estas Pegadas.

Hoekstra destaca que a média global de Pegada Hídrica de uma camisa de algodão, por exemplo, é de 2.700 litros de água (consulte as médias globais de outros produtos no quadro abaixo). Durante a produção, o algodão pode ter sido cultivado e transformado em tecido no Paquistão e em camisa na Malásia para ser vendida nos Estados Unidos. “Portanto, para calcular a Pegada Hídrica de uma camisa vamos precisar do somatório da pegada de cada etapa e isso será distribuído por vários locais do mundo.”

“Quem sabe se, no futuro, não poderemos dizer que a Pegada Hídrica não é tão alta porque foi produzida onde há abundancia de água ou onde não está poluindo. Cada vez mais os consumidores querem saber este tipo de informação”, destaca Hoekstra. “Devemos considerar quanto de poluição pode ser gerada nas águas da Ásia, por exemplo, para que o europeu possa vestir uma camisa. Com a Pegada Hídrica, fazemos uma ligação entre o consumo que acontece em um lugar e o impacto no sistema hídrico de outro lugar”.

Hoekstra explica que é possível também calcular a Pegada Hídrica de um indivíduo, de acordo com o padrão de consumo que ele segue e a oferta de produtos que ele tem. Uma pessoa que adota dieta vegetariana, por exemplo, tem uma Pegada Hídrica 30% menor do que uma não vegetariana. O brasileiro tem cerca de 5% da sua pegada em casa, com consumo de água na cozinha e no banheiro, e 95% estão relacionados com o que compra no supermercado, especialmente com produtos agrícolas. Outro dado importante é que 8% da pegada do brasileiro estão fora do País, um índice muito pequeno se comparado aos 85% da Holanda.

“Precisamos desconstruir a percepção de que a água vem apenas da torneira e que simplesmente consertar um pequeno vazamento é o bastante para assumir uma atitude sustentável”, ressalta Albano Araujo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Mesmo já sofrendo com conflitos pelo uso da água doce, a América do Sul tem a maior reserva de recursos hídricos do mundo. Por isso, há uma crescente demanda por produtos de uso intensivo de água na região. Um país como a China, que vive essencialmente de exportações, precisa transferir a pegada para outros países que têm maior oferta. “Existem países, como a Nigéria, que têm uma pegada enorme não só por falta de água, mas também por práticas pouco sustentáveis do recurso”, observa Hoekstra.

Hoekstra acredita que as empresas estão buscando entender o que podem fazer para ajudar. O comprometimento dos recursos hídricos pode afetar diretamente os negócios de uma companhia, prejudicando a reputação, a área financeira, regulatória e até mesmo a sua localização. A WFN deu um grande passo e publicou o Manual Técnico de Pegada Hídrica (disponível para download em [www.waterfootprint.org], que contém normas globais. De acordo com Hoekstra, a criação de normas globais e padrões é um ponto chave para comparar produtos e empresas.

Médias globais de Pegada Hídrica

1 taça de vinho..................................120 litros de água
1 xícara de café..................................140 litros de água
1 Kg de açúcar refinado................ 1.500 litros de água
100 gramas de chocolate.............. 2.400 litros de água
1 hambúrger....................................... 2.400 litros de água
1 camiseta de algodão.................... 2.700 litros de água
1 Kg de carne bovina...................... 15.500 litros de água

Perfil-Arjen Hoekstra é o criador do conceito de pegada hídrica e estabeleceu o campo de pesquisa interdisciplinar para avaliação da pegada hídrica, que aborda as relações entre consumo, gestão e comércio de água. Hoekstra é professor de Gestão dos Recursos Hídricos da Universidade de Twente, na Holanda, e diretor científico da Water Footprint Network. Ele é especialista em gestão integrada de recursos hídricos, gestão de bacias hidrográficas, análise política, análise de sistemas e da ciência do desenvolvimento sustentável. O professor tem mestrado em Engenharia Civil e PhD em Análise Política, ambos da Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda. Suas publicações abrangem uma vasta gama de tópicos relacionados com a escassez de água, gestão dos riscos de inundação e do desenvolvimento sustentável e inclui 45 trabalhos em revistas científicas. Hoekstra tem três livros publicados: Perspectives on Water (Perspectivas sobre a Água, 1998), Globalization of Water (Globalização da Água, 2008) e The Water Footprint Assessment Manual (Manual Técnico da Pegada Hídrica, 2011).

Perfil-O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de cinco milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

A Water Footprint Network é uma fundação sem fins lucrativos sob a lei holandesa. É essencialmente uma rede internacional aberta a parceiros de diversos grupos formadores de opinião na gestão de recursos hídricos, incluindo agências governamentais, organizações não-governamentais, empresas, universidades e organizações internacionais. As organizações podem tornar-se sócias da rede, inscrevendo-se para a missão e submetendo um pedido ao Conselho.

The Nature Conservancy (TNC) é uma organização sem fins lucrativos voltada para a conservação da natureza. Criada em 1951 e presente em 34 países, já ajudou a proteger mais de 47 milhões de hectares em todo o mundo. No Brasil, a TNC atua desde a década de 80 e tornou-se uma organização brasileira em 1994. Seu principal objetivo é proteger plantas, animais e os ecossistemas naturais que representam a diversidade de vida no planeta, conservando as terras e águas de que precisam para sobreviver.

USP São Carlos- A implantação da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos ocorreu em 1948, com a criação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Com um total de cinco unidades de ensino, o campus conta com uma população de 8.023 pessoas entre alunos de graduação e pós-graduação, professores e funcionários. A USP é uma universidade pública e gratuita, mantida pelo Estado de São Paulo e ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Os docentes, alunos e funcionários são reconhecidos internacionalmente pela produtividade científica.

Fonte:
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=151018

terça-feira, 22 de março de 2011

Água

Picinguaba: praia deserta e água limpa, ainda...


Paraty: Reflexos


Pocinhos do Rio Verde: A aranha tece fios molhados


Até quando ainda será preciso lembrar que sem a água limpa não duramos nem um dia...


Até quando ela ainda vai resistir a tanto descaso?



quarta-feira, 16 de março de 2011

Encalhe de baleias: indício de catastofres naturais?



Indiano diz estar razoavelmente certo de que grandes terremotos geralmente seguem dentro de uma semana ou duas de encalhe em massa de cetáceos.

Alguns cientistas acreditam que comportamentos anormais de alguns animais podem estar ligados aos fenômenos naturais, como os terremotos e tsunami que atingiram recentemente o Japão. No entanto, como o argumento ainda possui muitos estudos científicos aprofundados muitos céticos acreditam que os eventos não passam de coincidências.

O comportamento dos mamíferos marinhos, principalmente as baleias, têm registros históricos de anormalidades que ocorreram em datas próximas a eventos sísmicos. Por isso, alguns pesquisadores acreditam que o estudo e monitoramento desses animais possa funcionar como método de prevenção.

“Apesar da grande quantidade de dados coletados nos EUA, é impossível definitivamente sugerir que os encalhes e calamidades naturais estão conectados; mamíferos marinhos encalham por diversas razões”, disse Mridula Srinivasan, bióloga marinha e pesquisadora do National EUA Oceanic and Atmospheric Administration.

Arunachalam Kumar, reitor da K S Hegde Medical Academy, em Mangalore, na costa oeste da Índia, está convencido, porém, que o encalhe de mamíferos marinhos é um prenúncio de terremotos.

Kumar previu o terremoto que resultou no tsunami em dezembro de 2004 – em um post que tinha feito no E-Grupo da Universidade de Princeton de História Natural, três semanas antes da calamidade.

Analisandoo encalhe de 90 baleias-piloto na costa da Tasmânia, em novembro 2004 Kumar escreveu no dia 29 de novembro: “Na minha observação, confirmada ao longo dos anos, suicídios em massa de cetáceos (…) estão relacionados a distúrbios no campo eletromagnético e possíveis realinhamentos das placas geo-tectônicas. Ao calibrar os epicentros contra dados de encalhes, estou razoavelmente certo de que grandes terremotos geralmente seguem dentro de uma semana ou duas de encalhe em massa de cetáceos (…) “.

Em 26 de dezembro do mesmo ano, um terremoto medindo 9,0 na escala Richter atingiu a região e provocou o tsunami que deixou 230 mil mortos em todo o Oceano Índico.

SarangKulkarni, oceanógrafo indiano está entre os céticos. “Eu não compro a teoria de que a morte das baleias são indicativos de iminente calamidades naturais, pois como muitos encalhes de baleias ocorrem sem um tremor de terra a seguir?” disse à agência Inter Press Service (IPS). No entanto, “no dia do tsunami na Ásia, os cães de rua em Port Blair nas ilhas Andaman, Índia estavam tão tímidos, submissos e assustados (…) eles me seguiram de aldeia em aldeia”, admite.

“O recente encalhe de um grupo de baleias perto da costa da Nova Zelândia em 20 de agosto prenuncia um grande terremoto em terra ou submarina dentro de duas a três semanas a contar da data do evento,” Kumar escreveu em seu blog no dia 23 de agosto, 2010. “Este fim de mês (agosto 2010) ou início do próximo mês deverá haver um terremoto ou um vulcão enorme no arquipélago da Indonésia.”

O MonteSinabung da Indonésia, um vulcão de 400 anos, previamente classificados como extinto, entrou em erupção em 29 de agosto e um terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter atingiu a Nova Zelândia em 4 de setembro de 2010.

De acordo com o United States Geological Survey (USG), não existe um “comportamento histório natural reconstrutível” creditável em quantificar essas previsões. Em média, 1.200 a 1.600 baleias encalham na costa dos EUA sozinhas, de acordo com um estudo iniciado pelo Fish and Wildlife Service, EUA.

“O comportamento intuitivo animal precisa de mais documentação estatística”, salienta Kumar. Observações foram feitas com outros animais como elefantes, na Indonésia, e pássaros, nos Estados Unidos e Índia, que “previram” terremotos e erupções vulcânicas respectivamente.

A primeira documentação do comportamento do animal antes de terremotos foi em 373 a.C. Na ocasião, historiadores documentaram que roedores e cobras abandonaram a cidade grega de Helice dias antes de um terremoto.

Em 1975, com base no comportamento animal estranho, as autoridades chinesas evacuaram Haicheng, uma cidade de um milhão de pessoas, dias antes de um terremoto de 7,3 graus na escala Richter, diminuindo fatalidades.

Fonte: Ciclo Vivo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para Ajudar as Cidades do Litoral Paranaense

Morretes arte_floresta O Litoral do Paraná está com várias cidades sob as águas, desde a última semana. Abaixo está uma mensagem de um amigo disponibilizando uma forma para que as doações cheguem às pessoas que tem maior necessidade.

Se cada um fizer sua parte, solidarizando-se com as demais pessoas ao redor, passaremos a ter um mundo bem melhor.

Pessoal, sei que todos são muito ocupados, mas, a desgraça chegou forte em nossas barbas, e, o pessoal dessas localidades estão necessitando de tudo que puderem receber.

Eu, e mais um grupo de amigos jipeiros, estamos nos propondo a sermos os transportadores de tudo o que puder ser doado.

Nossa sugestão, para que vocês possam fazer a boa ação, sem perder tempo, é realizar alguma compra de cestas básicas e materiais de limpeza ou o que imaginarem para doar, e, comprar via Internet em algum supermercado e pedir para fazer a entrega. Assim, de sua mesa, sem sair de casa, vocês podem fazer esta boa ação. O débito é feito via cartão de credito, o que facilitara tudo.

Por enquanto, estou disponibilizando minha casa, na Rua Professora Maria Assumpção, 3530, Boqueirão.

E, se alguma boa alma resolver ajudar com doações, então, eu e mais os voluntários, estaremos carregando tudo em nossos veículos e levando até as comunidades carentes.

Teremos, para isso, orientação e assistência da Defesa Civil, onde temos amigos que já estão trabalhando nos locais atingidos, e, nos relatam que o povo esta necessitando de tudo. Não conseguimos imaginar o tamanho da destruição que ocorreu!

Peço que aqueles que forem realizando alguma doação, que, por favor me informem, pois, sabendo que haverão doações, já iremos preparar o carregamento e transporte.

Se alguém, dentre os que estão recebendo o e-mail, possuírem disponível um local mais central para receber as doações, então, daremos preferência a esse local. Se não, minha casa está a disposição.

Gente, vamos dar algo a esse pessoal, mas, principalmente, solidariedade e esperança!!!

Nelson Gasparotto

Gerente de Vendas Internacionais

+ 55.41.9965.1510

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